COMO CALCULAR A RENTABILIDADE REAL DE SUA APLICAÇÃO

Com o retorno de um velho fantasma que assombrou nossos bolsos até meados de 1994, a inflação vem tirando não somente o poder de compra das famílias brasileiras, mas também o sossego do pequeno investidor que se viu na condição de ter que reavaliar os seus investimentos, já que com o aumento do IPCA (Índice de Preços ao Consumidor Amplo), que é o índice financeiro de inflação oficial adotado pelo governo foi-se necessário aprender a fazer as devidas contas, para não perder mais dinheiro buscando melhores alternativas de investimento que garantam de fato uma rentabilidade real (acima da inflação).

Com isso, para que consigamos atingir nossas metas financeiras e Projetos de Vida, é fundamental que possamos levar em consideração fatores que devam ser superados para a obtenção de um retorno real nos rendimentos das aplicações financeiras. Como a inflação é o aumento contínuo de preços dos produtos e serviços, desvalorizando o poder aquisitivo das famílias, ela também é responsável por diminuir o rendimento real da rentabilidade de nossos investimentos. 

Para isso, segue abaixo uma fórmula simples que poderá auxiliá-lo, com exatidão, a determinar sua Rentabilidade Real sendo que quanto maior for este percentual, melhor será sua condição financeira patrimonial futura.

(1+ Rent Real) = (1 + Rendimento Nominal) / (1+Inflação)

Utilizando a fórmula acima, vejamos como seria a rentabilidade real se levássemos em consideração o IPCA que em 2015 foi de 10,67% (Inflação) e o rendimento da Caderneta de Poupança que no mesmo período foi de 7,95% (Rendimento Nominal). Com isso, conseguiremos calcular facilmente a Rentabilidade Real (Rent Real) do investimento:

1+ Real = (1+ 7,95%) / (1+10,67%) (como o valor é percentual dívida por 100 para achar o valor decimal. Ex.: 10,67 / 100 = 0,1067) 

1+ Real = (1,0795/ 1,1067)

1+ Real = 0,9754

Real = 0,9754 -1 (Transfira o número 1+ para a direita, mudando o sinal para negativo, como consta no exemplo)

Real = – 0,0246 x 100 (multiplica-se por 100 para converter o valor em porcentagem novamente)

Real % = – 2,46%

Diante disso, podemos concluir que a inflação além de ser o inimigo número 1 do poder de compra das famílias brasileiras é também um vilão das aplicações financeiras, pois ela corrói a rentabilidade conseguida através dos juros compostos, acrescido sobre o valor depositado (principal) de nossos investimentos.

Portanto, para que possa se proteger deste temido vilão, busque títulos indexados à inflação como o Tesouro IPCA+ e Tesouro IPCA+ com Juros Semestrais, dividendos de Fundos Imobiliários, que também são reajustados pelo IGPM ou IPCA e os títulos atrelados à Selic como, por exemplo, o Tesouro Selic cujo indexador é a taxa básica de juros e que serve de referência para o controle da própria inflação.

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