COMO FUNCIONAM OS COES?

O COE – Certificado de Operações Estruturadas é uma aplicação financeira composta por um “pacote” de ativos financeiros, muito semelhante as denominadas Notas Estruturadas que são produtos muito comercializados nos EUA e na Europa mesclando elementos de Renda Fixa com Renda Variável, com retornos atrelados a ativos e índices, como câmbio (moedas estrangeiras), inflação, ações, ativos internacionais, índices de bolsas nacional e estrangeiras.

Para que possamos entender quais são suas vantagens e desvantagens, levantamos algumas informações relevantes para que conheça mais sobre esse instrumento financeiro, oferecendo ao investidor mais uma oportunidade de diversificar seus investimentos.

Vantagens: Acesso a diferentes mercados e diversificação de seus investimentos, sendo que o registro das operações é semelhante ao da aquisição de CDBs (Certificados de Depósitos Bancários) que é realizado através da CETIP que é a integradora do mercado financeiro e responsável pelo registro das operações e custódia (guarda) desses ativos. Com o COE você pode limitar sua perda que pode ser até no máximo o capital aplicado ou ter ao menos o retorno do montante investido. O investidor visualiza somente um ativo, sendo mais simples seu acompanhamento e, portanto, possui apenas uma tributação regressiva ao invés de várias tributações distintas quando se tem mais de um ativo em sua carteira de investimentos.

Na tributação regressiva de Renda Fixa quanto mais tempo o investidor permanecer com o dinheiro aplicado, menos imposto será pago sobre a rentabilidade auferida conforme abaixo:

 

Prazo da Aplicação % IR sobre o Rendimento
Até 180 dias 22,50%
De 181 a 360 dias 20%
De 361 a 720 dias 17,50%
Acima de 720 dias 15%

 

Desvantagens: Por serem emitidos pelos bancos eles têm risco de crédito, ou seja, o emissor pode não honrar o compromisso assumido com o investidor, além de não contar com a garantia do FGC – Fundo Garantidor de Crédito no valor de até R$250 mil em caso de quebra da instituição por emissor e por CPF. A liquidez é mais baixa, pois cada banco define o vencimento do título emitido e valores mínimos de aporte. No caso de resgate pode-se sofrer uma “penalidade” devido a marcação a mercado, podendo resgatar menos do que investiu caso o prazo de vencimento não seja respeitado.

 

Fique atento, pois existem duas modalidades de COE´s que podem ser emitidos. Vejamos quais são:

 

Valor Nominal em Risco: em que há possibilidade de perda até o limite do capital investido.

 

Valor Nominal Protegido: quando a garantia pelo menos do valor principal investido.

 

Quanto a instituição, busque sempre por aquelas corretoras de valores mobiliários que sigam os requisitos e práticas operacionais da Bovespa e que sejam habilitadas pela CVM (Comissão de Valores Mobiliários) e pelo Banco Central e que tenham de preferência o selo CETIP, pois certifica que é mais uma garantia adicional de que seus títulos estão sendo custodiados no ambiente da integradora do mercado e que estão devidamente registrados em seu nome e em seu CPF, propiciando às instituições financeiras, credenciadas – como bancos, corretoras e distribuidoras – e entregar a seus clientes um relatório individual a cada pessoa física ou jurídica que realizar investimentos em ativos de Renda Fixa, atestando com isso as operações realizadas. Para finalizar, leia sempre o prospecto do COE denominado DIE (Documentos de Informações Essências) e principalmente o campo Fatores de Risco, para que você conheça detalhes do seu investimento e para que você faça a escolha mais adequada aos seus Objetivos e Projetos de Vida.

 

$uce$$o a todos e bons investimentos!

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